Apesar de sentir uma dó menor
de si, diminuto,
sei que, acima de tudo, há um sol maior
quarta-feira, 17 de março de 2010
Matadouro 3
Não me abato
nem pra rato
e nem pra gato
Sou um vácuo
entre vários
sem limitação
infinito mato
pasto para plantação
nutriente fato
falo solto
além da razão
sensível abatimento
morte por ego-ação
uns chegam
outros se vão
enquanto morrem
pelo prazer da criação
sou melhor que isso tudo
morro por não ter paixão.
nem pra rato
e nem pra gato
Sou um vácuo
entre vários
sem limitação
infinito mato
pasto para plantação
nutriente fato
falo solto
além da razão
sensível abatimento
morte por ego-ação
uns chegam
outros se vão
enquanto morrem
pelo prazer da criação
sou melhor que isso tudo
morro por não ter paixão.
domingo, 1 de novembro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Cético
Meu prazer idílico
tem cheiro de basílico
um entorpecer etílico
e um ideal bucólico
Seu prazer católico
tem poder caótico
conteúdo narcótico
disfarçável estético
meu prazer atávico
tem teor afável
mas cheira a óleo diesel
apesar de ser louvável
seu prazer estático
um tanto quanto pragmático
tem poder simpático
que embriaga o ético
somos um casal socrático
para não dizer patético
perdemos por não sermos práticos
ganhamos por sermos sincréticos
tem cheiro de basílico
um entorpecer etílico
e um ideal bucólico
Seu prazer católico
tem poder caótico
conteúdo narcótico
disfarçável estético
meu prazer atávico
tem teor afável
mas cheira a óleo diesel
apesar de ser louvável
seu prazer estático
um tanto quanto pragmático
tem poder simpático
que embriaga o ético
somos um casal socrático
para não dizer patético
perdemos por não sermos práticos
ganhamos por sermos sincréticos
terça-feira, 20 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Escancarado
Vez em quando encontro-me só
na solitude de um bar
ou qualquer outro lugar
onde a minha presença é dispensável
somente eu e o que penso
casal boêmio e inseparável
em pessoa, quase tributável
mas sou assim, sem fim
incontido no marasmo
jogo aberto, pleno pleonasmo
estonteantemente alcoólico
e por demais bucólico
para pensar na sorte
se, por certo, sou forte
se deserto, é morte
os sacrilégios cometidos
são moinhos de vento
cem por cento imagináveis
o quixotesco orgulharia-se de mim
mas não eu
eu não
fui algo que sobreviveu
à minha alucinação coletiva
à minha mente barbárie
meu desejo dói hoje
como uma cárie...
na solitude de um bar
ou qualquer outro lugar
onde a minha presença é dispensável
somente eu e o que penso
casal boêmio e inseparável
em pessoa, quase tributável
mas sou assim, sem fim
incontido no marasmo
jogo aberto, pleno pleonasmo
estonteantemente alcoólico
e por demais bucólico
para pensar na sorte
se, por certo, sou forte
se deserto, é morte
os sacrilégios cometidos
são moinhos de vento
cem por cento imagináveis
o quixotesco orgulharia-se de mim
mas não eu
eu não
fui algo que sobreviveu
à minha alucinação coletiva
à minha mente barbárie
meu desejo dói hoje
como uma cárie...
Sítio
Vou te encontrar
perto do horizonte
no universo paralelo
onde o sítio era amarelo
e o grito na minha guela
era o que se ouvia ao longe
Barnabé, bicho-de-pé
cobra, jacaré
e um monte de versos
coloridos como sua fé
Essa é a sorte ser alguém que não se é
méééééééé!!!...
perto do horizonte
no universo paralelo
onde o sítio era amarelo
e o grito na minha guela
era o que se ouvia ao longe
Barnabé, bicho-de-pé
cobra, jacaré
e um monte de versos
coloridos como sua fé
Essa é a sorte ser alguém que não se é
méééééééé!!!...
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Proof.,
e se eu te fizesse do meu ódio
e se eu te chorasse sob meu gládio
e se eu te provasse pelo meu remédio
saberias como sou ofídio
e se eu te mostrasse apático
e se eu te largasse hermético
e se eu te deixasse crítico
saberias como sou prático
e se eu te matasse pelo rádio
e se eu te jogasse pelo tédio
e se eu te julgasse como pífio
saberias como é meu ópio
e nem se eu te gritasse por um século
e nem se eu te tocasse como piccolo
e nem se eu te enxergasse pelos óculos
saberias como é meu vernáculo
onde ao silêncio dos bons não me junto
nem pelo barulho de tantos janto-me
pelo revolver eu me atiro
minha bala é o belo
minha bilis é o bolo
que ebule enquanto escrevo...
e se eu te chorasse sob meu gládio
e se eu te provasse pelo meu remédio
saberias como sou ofídio
e se eu te mostrasse apático
e se eu te largasse hermético
e se eu te deixasse crítico
saberias como sou prático
e se eu te matasse pelo rádio
e se eu te jogasse pelo tédio
e se eu te julgasse como pífio
saberias como é meu ópio
e nem se eu te gritasse por um século
e nem se eu te tocasse como piccolo
e nem se eu te enxergasse pelos óculos
saberias como é meu vernáculo
onde ao silêncio dos bons não me junto
nem pelo barulho de tantos janto-me
pelo revolver eu me atiro
minha bala é o belo
minha bilis é o bolo
que ebule enquanto escrevo...
Será?
Não sei se sou bom poeta
Não sei nem se sou poeta
Há quem duvide
e, a quem duvida, digo
em alto e sonoro tom
à moda do nosso cinema:
FODA-SE!
Não sei nem se sou poeta
Há quem duvide
e, a quem duvida, digo
em alto e sonoro tom
à moda do nosso cinema:
FODA-SE!
sexta-feira, 24 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Poema de uma vida
NASCIMENTO
Tão longe vou-me
à procura de onde me perco
de perto, me acerto
por onde vou-me longe
por certo, não sou monge
e nem de longe passo perto
tão torto quanto incerto
reporto-me aos montes
à procura de outras fontes
que me vejam como me enxergo
um ser
eminentemente interno...
MORTE
Como diria o poeta
nasci torto, meio gauche
onírico
mímico
com uma salubridade duvidável
fui amável
sou estorvo
mas um dia retorno
natimorto
RESSURREIÇÃO
antes artista
hoje engajado
antes artista
hoje enjaulado
antes artista
hoje abortado
hoje o artista
é, antes de tudo,
bastardo.
Tão longe vou-me
à procura de onde me perco
de perto, me acerto
por onde vou-me longe
por certo, não sou monge
e nem de longe passo perto
tão torto quanto incerto
reporto-me aos montes
à procura de outras fontes
que me vejam como me enxergo
um ser
eminentemente interno...
MORTE
Como diria o poeta
nasci torto, meio gauche
onírico
mímico
com uma salubridade duvidável
fui amável
sou estorvo
mas um dia retorno
natimorto
RESSURREIÇÃO
antes artista
hoje engajado
antes artista
hoje enjaulado
antes artista
hoje abortado
hoje o artista
é, antes de tudo,
bastardo.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Maísa Moura no Teatro Alterosa

Um CD delicado, em que os arranjos minimalistas e a interpretação suave parecem estar a serviço da poética das letras, como se fossem veículos para ressaltar a força do texto. Essa é a primeira impressão que fica ao se ouvir o álbum «Moira», da cantora Maísa Moura. Além do viés calcado muito na força expressiva das letras, outro fio condutor que confere unidade ao trabalho diz respeito aos arranjos. Essa também foi uma preocupação de Maísa Moura, que escalou o trio de arranjadores Avelar Jr., Guilherme Castro e Vladmir Cerqueira. A sonoridade limpa, sem muitos instrumentos, é eficaz e enriquece melodicamente cada interpretação.
César Macedo – jornalista
Jornal Hoje em Dia
César Macedo – jornalista
Jornal Hoje em Dia
sábado, 29 de novembro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Embalagem
Um petardo
um retardo
onde miro
meu amargo
admiro
seu escárnio
pelo tiro
de alarme
então me viro
já vou tarde
meu abrigo
é seu alarde
meu amigo
agora arde
sua vida
é minha arte
e sua morte
agora é parte
um retardo
onde miro
meu amargo
admiro
seu escárnio
pelo tiro
de alarme
então me viro
já vou tarde
meu abrigo
é seu alarde
meu amigo
agora arde
sua vida
é minha arte
e sua morte
agora é parte
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Gastrophonic
Bem, é com prazer que faço o anúncio de uma prévia do meu trabalho solo, intitulado Gastrophonic. Para conferir, basta visitar o seguinte endereço:
www.myspace.com/gastrophonic
Por enquanto são 6 canções... experimentais... portanto, experimentem! hahahaha
www.myspace.com/gastrophonic
Por enquanto são 6 canções... experimentais... portanto, experimentem! hahahaha
sábado, 13 de setembro de 2008
Autófago
(Nota de divulgação)
Autófago, o álbum e o espetáculo homônimo que o poeta e compositor Makely Ka leva ao palco, traz um diálogo aberto com toda uma tradição de criadores como Itamar Assumpção, Paulo Leminski, Jorge Mautner, Torquato Neto, Tom Zé, Glauber Rocha, Waly Salomão, Jards Macalé, Chacal... mais do que isso, transforma sua verve irônica, sarcástica e combativa em música a poesia de invenção. Com uma formação básica de violão, guitarras, baixo e bateria e dotado de uma linguagem anárquica, faz guerrilha contra as mazelas e as mediocridades do cotidiano, sua arma é a palavra. Autófago retoma o vigor e a malandragem no fazer poético-musical, ultimamente esquecida e negligenciada pelos grandes meios de comunicação: “carrego no peito uma bomba atômica pronta / pra explodir o planeta / por isso não se meta”. Sem fazer concessões, Makely bate forte e colocado, brindando o público com um espetáculo lúdico e arrebatador.
Ficha Técnica:
Makely (violão, voz e programações)
Rafael Azevedo (guitarras e vocal)
Guilherme Castro (guitarras e vocal)
Fernanda Starling. (baixo)
Leo Dias (bateria)
Participações:
Maísa Moura e Patrícia Rocha
Produção Executiva:
Luiza Barcelos
Teatro João Ceschiatti - Palácio das Artes
15 de setembro às 19h
R$5,00 (inteira) R$2,50 (meia)
www.myspace.com/makelyka
www.makelyka.com.br
Autófago, o álbum e o espetáculo homônimo que o poeta e compositor Makely Ka leva ao palco, traz um diálogo aberto com toda uma tradição de criadores como Itamar Assumpção, Paulo Leminski, Jorge Mautner, Torquato Neto, Tom Zé, Glauber Rocha, Waly Salomão, Jards Macalé, Chacal... mais do que isso, transforma sua verve irônica, sarcástica e combativa em música a poesia de invenção. Com uma formação básica de violão, guitarras, baixo e bateria e dotado de uma linguagem anárquica, faz guerrilha contra as mazelas e as mediocridades do cotidiano, sua arma é a palavra. Autófago retoma o vigor e a malandragem no fazer poético-musical, ultimamente esquecida e negligenciada pelos grandes meios de comunicação: “carrego no peito uma bomba atômica pronta / pra explodir o planeta / por isso não se meta”. Sem fazer concessões, Makely bate forte e colocado, brindando o público com um espetáculo lúdico e arrebatador.
Ficha Técnica:
Makely (violão, voz e programações)
Rafael Azevedo (guitarras e vocal)
Guilherme Castro (guitarras e vocal)
Fernanda Starling. (baixo)
Leo Dias (bateria)
Participações:
Maísa Moura e Patrícia Rocha
Produção Executiva:
Luiza Barcelos
Teatro João Ceschiatti - Palácio das Artes
15 de setembro às 19h
R$5,00 (inteira) R$2,50 (meia)
www.myspace.com/makelyka
www.makelyka.com.br
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Toada em pormenor
Tamanho tantas palavras
todas tentando partilhar
tempo e trabalho perdido
trancado todo
em pormenores
Traçado torpe desejo
trago a tomar partido
tal tentativa de perder
o tráfego torto
do pensamento
Transfiro ao temor o pedido
entorpeço-me em todos os sentidos
tropeço triste e perdoado
retardo o término
do encejo
Tendo tão pouco a partir
tão pouco tenho a ficar
tão pouco tendo por vir
Travo-me tão pouco a passar
todas tentando partilhar
tempo e trabalho perdido
trancado todo
em pormenores
Traçado torpe desejo
trago a tomar partido
tal tentativa de perder
o tráfego torto
do pensamento
Transfiro ao temor o pedido
entorpeço-me em todos os sentidos
tropeço triste e perdoado
retardo o término
do encejo
Tendo tão pouco a partir
tão pouco tenho a ficar
tão pouco tendo por vir
Travo-me tão pouco a passar
domingo, 3 de agosto de 2008
Maísa Moura
(Nota de divulgação)
Moira é o primeiro trabalho solo da cantora Maísa Moura, que desponta como uma das mais criteriosas intérpretes de sua geração. Acompanhada dos músicos Guilherme Castro e Vladmir Cerqueira nos violões, Avelar Jr. no baixolão, Fred Malverde no violoncelo, Sarah Assis na sanfona e Léo Dias na marimba de vidro e percussão, Maísa apresenta no palco uma formação totalmente acústica com todos os instrumentos microfonados, garantindo uma sonoridade rara para o repertório de seu primeiro disco solo. Canções inéditas de Chico Saraiva, Makely Ka, Renato Negrão, Mário Seve, Renato Villaça e Estrela Leminski, e releituras de canções de Guinga, Aldir Blanc, Zé Miguel Wisnik, Tom Zé, Elomar e Luiz Tatit formam uma unidade poética que é ressaltada pela sonoridade do disco. Os arranjos - a cargo de Avelar Jr., Guilherme Castro e Vladmir Cerqueira - ao mesmo tempo densos e concisos, escapam do óbvio e dialogam com as letras, esbanjando bom gosto.
Quando: quarta-feira dia 06 de agosto
Quanto: R$ 3,00
Onde: Teatro da Biblioteca – Praça da Liberdade – Belo Horizonte
Moira é o primeiro trabalho solo da cantora Maísa Moura, que desponta como uma das mais criteriosas intérpretes de sua geração. Acompanhada dos músicos Guilherme Castro e Vladmir Cerqueira nos violões, Avelar Jr. no baixolão, Fred Malverde no violoncelo, Sarah Assis na sanfona e Léo Dias na marimba de vidro e percussão, Maísa apresenta no palco uma formação totalmente acústica com todos os instrumentos microfonados, garantindo uma sonoridade rara para o repertório de seu primeiro disco solo. Canções inéditas de Chico Saraiva, Makely Ka, Renato Negrão, Mário Seve, Renato Villaça e Estrela Leminski, e releituras de canções de Guinga, Aldir Blanc, Zé Miguel Wisnik, Tom Zé, Elomar e Luiz Tatit formam uma unidade poética que é ressaltada pela sonoridade do disco. Os arranjos - a cargo de Avelar Jr., Guilherme Castro e Vladmir Cerqueira - ao mesmo tempo densos e concisos, escapam do óbvio e dialogam com as letras, esbanjando bom gosto.
Quando: quarta-feira dia 06 de agosto
Quanto: R$ 3,00
Onde: Teatro da Biblioteca – Praça da Liberdade – Belo Horizonte
terça-feira, 1 de julho de 2008
Átomo
Sintético e paradoxal
em si mesmo a antítese
o ínfimo colossal
uma derradeira gênese
suma inteligência boçal
reticências entre parênteses
luz de escuridão total
amostra de pura mímese
resumido na paráfrase
de um absurdo genial.
em si mesmo a antítese
o ínfimo colossal
uma derradeira gênese
suma inteligência boçal
reticências entre parênteses
luz de escuridão total
amostra de pura mímese
resumido na paráfrase
de um absurdo genial.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
COMUM - COOPERATIVA DA MÚSICA DE MINAS
(Nota de divulgação)
A Cooperativa da Música de Minas realiza sua primeira Assembléia Extraordinária e convida a classe musical a se associar
Nesta segunda-feira, dia 30 de junho, será realizada a primeira Assembléia Extraordinária da Cooperativa da Música de Minas (Comum), que nasce com o objetivo de dar suporte, tirar da informalidade e integrar os músicos, produtores e demais profissionais da cadeia produtiva da música de Minas Gerais. O evento marca a abertura da COMUM para novos cooperados e apresenta as ações realizadas no seu primeiro semestre de existência. A Assembléia Extraordinária da Comum acontece na Sala Juvenal Dias, no Palácio das Artes, às 19h.
A Cooperativa de profissionais da música de Minas Gerais foi criada em dezembro do ano passado. Constitui-se como uma empresa democrática que visa transformar a realidade atual do mercado. Para tanto, a COMUM vem atuando nas esferas municipal, estadual, nacional e internacional, buscando o diálogo em instâncias políticas e institucionais.
A Cooperativa visa tornar-se uma entidade representativa e bem organizada, com ações inovadoras que contribuam para o desenvolvimento sócio-econômico da cadeia produtiva da música de Minas. Entre outras ações, a Comum propõe uma nova forma de relacionamento comercial no mercado musical de Minas, baseando-se em conceitos como a economia criativa e redes solidárias, com a criação de um banco de serviços entre seus associados.
O banco de serviços é um diferencial da Cooperativa, pois vai permitir a diferentes profissionais da cadeia produtiva da música realizar a troca de serviços, saberes e experiências e dar auto-sustentabilidade para as atividades promovidas pelos cooperados. Seu sistema de funcionamento é fundamentado na capacidade de cada indivíduo oferecer serviços que interessam e complementam as atividades dos demais membros da cooperativa. Além disso, a Cooperativa vai oferecer serviços básicos aos associados, como, por exemplo, emissão de notas fiscais.
Com isso, a Comum tem a missão de promover a transformação social e econômica da classe musical, proporcionando aos profissionais da cadeia produtiva da música os benefícios da legitimação da profissão e apoio no desenvolvimento de suas carreiras.
MOVIMENTAÇÃO DA CLASSE
Legalmente constituída, a Comum integra o Fórum da Música de Minas Gerais, que é decorrência da organização da classe e agrega outras cooperativas, associações e demais entidades ligadas à música. O Fórum foi criado com o intuito de estabelecer um diálogo franco e direto com o poder público de forma a atender as demandas da classe e funciona de forma autogerida. Uma das ações já em andamento é o Projeto da Música, que vai realizar nos próximos meses a Rodada de Negócios em Minas Gerais, em parceria com o SEBRAE e a BM&A. Esta rodada visa criar uma promoção internacional da música produzida em Minas, com a presença de profissionais da indústria musical estrangeira interessados em conhecer a cena musical do estado com perspectivas de negócios imediatos.
Também já está em processo o chamado Programa da Música, que engloba um edital de circulação nacional e um plano de exportação apresentado à Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais. Esse programa prevê uma atuação pontual nas principais feiras musicais do país e do exterior, como a WOMEX (Sevilha – Espanha), a Feira Música Brasil, a BAFIM (Buenos Aires – Argentina) e a Feira da Música de Fortaleza, entre outras. Essa ação estratégica inclui a representação de aproximadamente 100 artistas de Minas Gerais em um catálogo, caixa de discos e portal na internet, além de estandes nas respectivas feiras.
Todas essas ações e outras em processo de estruturação buscam atender a antigas demandas dos profissionais, que vivem hoje um momento de renovação e de mobilização jamais visto. Prova disso é a criação da Cooperativa, que se instaura como importante instância executiva e representativa da classe musical de Minas Gerais.
PARA FILIAÇÃO DE INTERESSADOS
Para filiação, o músico ou qualquer outro profissional ligado à música deve preencher a Proposta de Adesão e pagar o valor de R$ 25,00 (vinte e cinco reais) referente à quota-parte que deve ser integralizada. A mensalidade para cooperados é de 10 reais.
SERVIÇO
Primeira Assembléia Extraordinária da Cooperativa da Música de Minas
Segunda-feira, 30 de junho, a partir das 19h
Palácio das Artes, sala Juvenal Dias – Av. Afonso Pena, 1.537
Informações: 3236.7360 – comum2008@bhmusic.com.br
A Cooperativa da Música de Minas realiza sua primeira Assembléia Extraordinária e convida a classe musical a se associar
Nesta segunda-feira, dia 30 de junho, será realizada a primeira Assembléia Extraordinária da Cooperativa da Música de Minas (Comum), que nasce com o objetivo de dar suporte, tirar da informalidade e integrar os músicos, produtores e demais profissionais da cadeia produtiva da música de Minas Gerais. O evento marca a abertura da COMUM para novos cooperados e apresenta as ações realizadas no seu primeiro semestre de existência. A Assembléia Extraordinária da Comum acontece na Sala Juvenal Dias, no Palácio das Artes, às 19h.
A Cooperativa de profissionais da música de Minas Gerais foi criada em dezembro do ano passado. Constitui-se como uma empresa democrática que visa transformar a realidade atual do mercado. Para tanto, a COMUM vem atuando nas esferas municipal, estadual, nacional e internacional, buscando o diálogo em instâncias políticas e institucionais.
A Cooperativa visa tornar-se uma entidade representativa e bem organizada, com ações inovadoras que contribuam para o desenvolvimento sócio-econômico da cadeia produtiva da música de Minas. Entre outras ações, a Comum propõe uma nova forma de relacionamento comercial no mercado musical de Minas, baseando-se em conceitos como a economia criativa e redes solidárias, com a criação de um banco de serviços entre seus associados.
O banco de serviços é um diferencial da Cooperativa, pois vai permitir a diferentes profissionais da cadeia produtiva da música realizar a troca de serviços, saberes e experiências e dar auto-sustentabilidade para as atividades promovidas pelos cooperados. Seu sistema de funcionamento é fundamentado na capacidade de cada indivíduo oferecer serviços que interessam e complementam as atividades dos demais membros da cooperativa. Além disso, a Cooperativa vai oferecer serviços básicos aos associados, como, por exemplo, emissão de notas fiscais.
Com isso, a Comum tem a missão de promover a transformação social e econômica da classe musical, proporcionando aos profissionais da cadeia produtiva da música os benefícios da legitimação da profissão e apoio no desenvolvimento de suas carreiras.
MOVIMENTAÇÃO DA CLASSE
Legalmente constituída, a Comum integra o Fórum da Música de Minas Gerais, que é decorrência da organização da classe e agrega outras cooperativas, associações e demais entidades ligadas à música. O Fórum foi criado com o intuito de estabelecer um diálogo franco e direto com o poder público de forma a atender as demandas da classe e funciona de forma autogerida. Uma das ações já em andamento é o Projeto da Música, que vai realizar nos próximos meses a Rodada de Negócios em Minas Gerais, em parceria com o SEBRAE e a BM&A. Esta rodada visa criar uma promoção internacional da música produzida em Minas, com a presença de profissionais da indústria musical estrangeira interessados em conhecer a cena musical do estado com perspectivas de negócios imediatos.
Também já está em processo o chamado Programa da Música, que engloba um edital de circulação nacional e um plano de exportação apresentado à Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais. Esse programa prevê uma atuação pontual nas principais feiras musicais do país e do exterior, como a WOMEX (Sevilha – Espanha), a Feira Música Brasil, a BAFIM (Buenos Aires – Argentina) e a Feira da Música de Fortaleza, entre outras. Essa ação estratégica inclui a representação de aproximadamente 100 artistas de Minas Gerais em um catálogo, caixa de discos e portal na internet, além de estandes nas respectivas feiras.
Todas essas ações e outras em processo de estruturação buscam atender a antigas demandas dos profissionais, que vivem hoje um momento de renovação e de mobilização jamais visto. Prova disso é a criação da Cooperativa, que se instaura como importante instância executiva e representativa da classe musical de Minas Gerais.
PARA FILIAÇÃO DE INTERESSADOS
Para filiação, o músico ou qualquer outro profissional ligado à música deve preencher a Proposta de Adesão e pagar o valor de R$ 25,00 (vinte e cinco reais) referente à quota-parte que deve ser integralizada. A mensalidade para cooperados é de 10 reais.
SERVIÇO
Primeira Assembléia Extraordinária da Cooperativa da Música de Minas
Segunda-feira, 30 de junho, a partir das 19h
Palácio das Artes, sala Juvenal Dias – Av. Afonso Pena, 1.537
Informações: 3236.7360 – comum2008@bhmusic.com.br
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Versos no chão
Sua vida era poesia
seu amor foi ação
seu orgulho foi ventania
que virou furacão...
seu passado é o bastante pra não ver
que o passado é distante de você.
Seu quinhão era o seu motivo,
seu abraço aos iguais.
Era vítima sem juízo
dos seus próprios sinais...
Seu passado é recorrente demais...
seu presente incessante não vai mudar
se o seu par neste instante não for seu lar.
Há que se encontrar a sorte, para os fortes um cais.
Há que se encontrar um porto, mortos somos iguais.
Há que se encontrar o caminho, pelo sim e pelo não.
Há que se encontrar poesia pelos versos no chão.
seu amor foi ação
seu orgulho foi ventania
que virou furacão...
seu passado é o bastante pra não ver
que o passado é distante de você.
Seu quinhão era o seu motivo,
seu abraço aos iguais.
Era vítima sem juízo
dos seus próprios sinais...
Seu passado é recorrente demais...
seu presente incessante não vai mudar
se o seu par neste instante não for seu lar.
Há que se encontrar a sorte, para os fortes um cais.
Há que se encontrar um porto, mortos somos iguais.
Há que se encontrar o caminho, pelo sim e pelo não.
Há que se encontrar poesia pelos versos no chão.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Noir
Fosse o parto o espelho de um instante
seu semblante seria seu par
Fosse o trato um segredo resistente
diferente seria amar
Fosse o ar um devaneio
perderia o receio de voar
Seu apego é um desepero para quem tem desejo de sonhar
Fosse só um desatino
perderia meu caminho
tentaria nunca mais voltar
Fosse o ar um devaneio
perderia o receio de voar
Fosse o sol um desatino
perderia seu caminho pra voltar
Fosse o céu de um tom perfeito
perderia seu efeito de impressionar
Fosse o mar o fim da lua
deixaria a terra nua sem brilhar
nua, no ar
seu semblante seria seu par
Fosse o trato um segredo resistente
diferente seria amar
Fosse o ar um devaneio
perderia o receio de voar
Seu apego é um desepero para quem tem desejo de sonhar
Fosse só um desatino
perderia meu caminho
tentaria nunca mais voltar
Fosse o ar um devaneio
perderia o receio de voar
Fosse o sol um desatino
perderia seu caminho pra voltar
Fosse o céu de um tom perfeito
perderia seu efeito de impressionar
Fosse o mar o fim da lua
deixaria a terra nua sem brilhar
nua, no ar
quarta-feira, 26 de março de 2008
Um pouquinho de bom humor no mundo...
Dia desses recebi por e-mail um texto que replico aqui. Como tudo que vem da Internet, a sua origem e veracidade são questionáveis. Porém, o humor é inquestionável...aí vai...
Vestibular da Universidade da Bahia cobrou dos candidatos a interpretação do seguinte trecho de poema de Camões:
"Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói e não se sente,
é um contentamento descontente,
dor que desatina sem doer".
Uma vestibulanda de 16 anos deu a sua interpretação:
"Ah! Camões, se vivesses hoje em dia,
Tomavas uns antipiréticos,
uns quantos analgésicos
e Prozac para a depressão.
Compravas um computador,
consultavas a Internet
e descobririas que essas dores que sentias,
esses calores que te abrasavam,
essas mudanças de humor repentinas,
esses desatinos sem nexo,
não eram feridas de amor,
mas somente falta de sexo!"
OBS: Ganhou nota dez.
Foi a primeira vez que, ao longo de mais de 500 anos, alguém desconfiou que o problema de Camões era falta de mulher.
Vestibular da Universidade da Bahia cobrou dos candidatos a interpretação do seguinte trecho de poema de Camões:
"Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói e não se sente,
é um contentamento descontente,
dor que desatina sem doer".
Uma vestibulanda de 16 anos deu a sua interpretação:
"Ah! Camões, se vivesses hoje em dia,
Tomavas uns antipiréticos,
uns quantos analgésicos
e Prozac para a depressão.
Compravas um computador,
consultavas a Internet
e descobririas que essas dores que sentias,
esses calores que te abrasavam,
essas mudanças de humor repentinas,
esses desatinos sem nexo,
não eram feridas de amor,
mas somente falta de sexo!"
OBS: Ganhou nota dez.
Foi a primeira vez que, ao longo de mais de 500 anos, alguém desconfiou que o problema de Camões era falta de mulher.
quarta-feira, 12 de março de 2008
domingo, 9 de março de 2008
domingo, 2 de março de 2008
Poema Visual
Fui
Já fui
servente de docente de fotógrafo assistente de estilista de gerente
fui tanta gente
músico importante do pedreiro do garçom do gari do carpinteiro do carteiro do maçom
até perder o tom
sou marrom
verde-manga, amarelo-turmalina, preto-pitanga com vermelho-cajuína
perdi a sorte na minha sina
só me espanta
tanta banca de quem nunca se manca
que quem se tranca se arrebenta
Já fui
barbeiro de poeta de porteiro de atleta
já fui assecla de pastor
pedi esmola, bolsa-escola, cheirei coca, cheirei cola
refrigerante sem sabor
perdi trejeitos, sou suspeito e mesmo assim eu me ajeito
não tenho dó do que já fui
mas ainda dói a esperança de quem espera e nunca alcança
chamo pra dança a minha crença
peço licensa
pra eu ir embora...
servente de docente de fotógrafo assistente de estilista de gerente
fui tanta gente
músico importante do pedreiro do garçom do gari do carpinteiro do carteiro do maçom
até perder o tom
sou marrom
verde-manga, amarelo-turmalina, preto-pitanga com vermelho-cajuína
perdi a sorte na minha sina
só me espanta
tanta banca de quem nunca se manca
que quem se tranca se arrebenta
Já fui
barbeiro de poeta de porteiro de atleta
já fui assecla de pastor
pedi esmola, bolsa-escola, cheirei coca, cheirei cola
refrigerante sem sabor
perdi trejeitos, sou suspeito e mesmo assim eu me ajeito
não tenho dó do que já fui
mas ainda dói a esperança de quem espera e nunca alcança
chamo pra dança a minha crença
peço licensa
pra eu ir embora...
sábado, 1 de março de 2008
Sobre o futuro
Dar-me-ei de presente
polir-te-ei até o brilhante
guardar-te-ei sempre comigo
perder-me-ei em seu semblante
Sentir-me-ei como amigo
Sentir-te-ei como amante
polir-te-ei até o brilhante
guardar-te-ei sempre comigo
perder-me-ei em seu semblante
Sentir-me-ei como amigo
Sentir-te-ei como amante
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Matadouro
Todo artista é um animal
como toda arte é umbilical
lugar comum
como um crime passional
lugar de artista é atrás das grades
atrás das telas
e atrás da grade das telas
vai o artista
acuado
embrutecido
brutalizado
criminoso banido
bandido enjaulado
fugindo do belo que o faria ser
extinto
Arte mata!
Todo artista morre de arte.
como toda arte é umbilical
lugar comum
como um crime passional
lugar de artista é atrás das grades
atrás das telas
e atrás da grade das telas
vai o artista
acuado
embrutecido
brutalizado
criminoso banido
bandido enjaulado
fugindo do belo que o faria ser
extinto
Arte mata!
Todo artista morre de arte.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Para Presente
Certo dia,
Talvez no dia certo,
Alguém me disse
Que a vida não começa nem termina,
Ela acontece...
Mas, antes que alguém diga
que a vida pode se desfazer,
Digo em alta prepotência
que ela permanece presente
Sábio presente...
Talvez no dia certo,
Alguém me disse
Que a vida não começa nem termina,
Ela acontece...
Mas, antes que alguém diga
que a vida pode se desfazer,
Digo em alta prepotência
que ela permanece presente
Sábio presente...
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Soneto de Estrada
Tem tanta estrada pela frente
Que só nos resta tocar adiante
Subir a escada que nos eleva a mente
Pra ver estrela que só se vê distante
E pela ironia que nos deixa ardente
Vou ouvindo histórias de um ser andante
Cantador de vida plena e contente
E orgulhoso de ter por quem se encante
Em descobrir as mesmas coisas diferentes
Em retratá-las por emoções decentes
E remoldá-las para que se tenha antes
Que qualquer um que se diga indiferente
Possa retrucar quase que ingenuamente
Pois viu o céu um dia ser mais que brilhante...
Que só nos resta tocar adiante
Subir a escada que nos eleva a mente
Pra ver estrela que só se vê distante
E pela ironia que nos deixa ardente
Vou ouvindo histórias de um ser andante
Cantador de vida plena e contente
E orgulhoso de ter por quem se encante
Em descobrir as mesmas coisas diferentes
Em retratá-las por emoções decentes
E remoldá-las para que se tenha antes
Que qualquer um que se diga indiferente
Possa retrucar quase que ingenuamente
Pois viu o céu um dia ser mais que brilhante...
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Do lixo
Do lixo não sobram nem restos
Pois resto de lixo é menos que resto
Resto de lixo é mais que lixo
E não adianta dizer que está se lixando
Pro lixo que nos resta ver
Tanto lixo contamina
Tanto lixo dissemina
Expõe nosso resto de lixo do nosso ser,
Nos faz ser lixo
Tão lixo
Que nem a resto se presta a ser
Melhor desligar a TV!
Pois resto de lixo é menos que resto
Resto de lixo é mais que lixo
E não adianta dizer que está se lixando
Pro lixo que nos resta ver
Tanto lixo contamina
Tanto lixo dissemina
Expõe nosso resto de lixo do nosso ser,
Nos faz ser lixo
Tão lixo
Que nem a resto se presta a ser
Melhor desligar a TV!
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Sapiência
Participo minhas condolências
aos colegas de adolescência
pela minha própria decadência
perante meu ato de indecência!
Faço da vida uma incumbência,
do ponto final, reticências ...
Ao que queria, eloqüência.
Mas só consigo obediência,
sempre com pouca displicência
devastada pela ciência
com alto teor de intransigência
no que eu chamo consciência.
Visto perdida a referência,
jogo a batuta sem regência!
Declaro farta a minha falência!
Queria eu sair da emergência
mas, falta-me tanto a pertinência
para sem ser eu, ser saliência!
aos colegas de adolescência
pela minha própria decadência
perante meu ato de indecência!
Faço da vida uma incumbência,
do ponto final, reticências ...
Ao que queria, eloqüência.
Mas só consigo obediência,
sempre com pouca displicência
devastada pela ciência
com alto teor de intransigência
no que eu chamo consciência.
Visto perdida a referência,
jogo a batuta sem regência!
Declaro farta a minha falência!
Queria eu sair da emergência
mas, falta-me tanto a pertinência
para sem ser eu, ser saliência!
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Olho Mágico
Não sei,
feio mundo em que vivemos,
Se em cada parte
destratei em farto sentido
meu lado parapornográfico:
a vida!
Não ceifei o mundo em que vivemos!
Se em cada par te destratei,
enfarto sem ti do meu lado
Para por no gráfico a vida!
feio mundo em que vivemos,
Se em cada parte
destratei em farto sentido
meu lado parapornográfico:
a vida!
Não ceifei o mundo em que vivemos!
Se em cada par te destratei,
enfarto sem ti do meu lado
Para por no gráfico a vida!
sábado, 15 de dezembro de 2007
Alma Crônica
Quando dou algum tempo
ao meu indício de poeta,
tento atingir a meta
de chegar perto de mim,
De me negar ao momento
em que o desperdício me completa
E sentir a alma mais repleta
pra continuar o que tem fim.
Dado o sentido da incerteza
Posto-me à mesa com a voracidade
De quem, sentindo a liberdade,
Se degusta ancorado pela insegurança.
Porém, cego ante a beleza
Que, com sua clareza, elogia-me a vontade
Já que, de alma crônica,
vou-me pela verdade que se busca,
lastreado pelo fio da esperança pois,
quem espera perde a lembrança
Do motivo a ser alcançado,
E é mais fácil nesta instância
Tentar a andança, mesmo parado.
ao meu indício de poeta,
tento atingir a meta
de chegar perto de mim,
De me negar ao momento
em que o desperdício me completa
E sentir a alma mais repleta
pra continuar o que tem fim.
Dado o sentido da incerteza
Posto-me à mesa com a voracidade
De quem, sentindo a liberdade,
Se degusta ancorado pela insegurança.
Porém, cego ante a beleza
Que, com sua clareza, elogia-me a vontade
Já que, de alma crônica,
vou-me pela verdade que se busca,
lastreado pelo fio da esperança pois,
quem espera perde a lembrança
Do motivo a ser alcançado,
E é mais fácil nesta instância
Tentar a andança, mesmo parado.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Sonho em falta
Quanta falta faz seguir o sonho
Quanta falta faz ter sonho
Tudo a se realizar
Sonho com isso todos os dias...
Quanta falta faz ter sonho
Tudo a se realizar
Sonho com isso todos os dias...
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Infinitivo Tempo
Como fazer
Para te parar
Sem perceber
Sem te sentir
Como sair
Sem se machucar
Sem te trair
Por te vender
Quem me dera saber
Poder te responder
Poder se resguardar
Quem me dera calar
Saber poder amar
O que tem pra dizer
Para te parar
Sem perceber
Sem te sentir
Como sair
Sem se machucar
Sem te trair
Por te vender
Quem me dera saber
Poder te responder
Poder se resguardar
Quem me dera calar
Saber poder amar
O que tem pra dizer
domingo, 15 de julho de 2007
Cuma? lançado
Sexta-feira foi o primeiro show da turnê Cuma?. Foi muito bacana, o público tava bem legal, cantando várias músicas, o som tava bacana, enfim, tudo nos conformes. Parabéns a Itabira, que tem um festival muito bacana, de altíssimo nível. Muito obrigado a todos que participaram desta empreitada.
terça-feira, 10 de julho de 2007
Versão Beta
Muito boa esta banda que se apresentou no Conservatório Music Bar, na segunda-feira. Recomendo, caso haja outra oportunidade...
domingo, 17 de junho de 2007
Primeiras criticas ao disco novo.
O que faz uma banda Brasileira? Mais além, pode uma Banda representar o mais autêntico do Brasil? E esse Brasil? Vale a pena? A resposta, nada simples, leva a caminhos tortuosos de definição da verdadeira índole do brasileiro. Macunaíma e o Homem Cordial parecem chocantemente inexoráveis, ao anunciar uma total ausência de virtudes como nosso maior traço. A aproximação bioétnica também teima em pairar sobre nossas cabeças: a fusão de raças é uma míope e mal-disfarçada visão reducionista, ao desprezar o multiculturalismo fulgurante em que vivemos.
Nessa tortuosa busca de identidade, em que sempre aparece a metáfora do paraíso terreno, onde tudo parece ser permitido, a autenticidade soa quase uma abstração. Teimamos em ser o que não somos. A importar o que não precisamos. A nos desinteressar pelo que nos enleva.
O som da Banda Somba, no CD, Cuma? é, do início ao fim, um libelo pela brasilidade e pela vida que vale ser vivida. Nada é poupado: de ironias que invadem o céu, a frases ácidas contra a hiperpolítica cibernética como uma (nova?) espécie de alienação. Sim, o Somba sabe que a língua portuguesa é nossa pátria; mas com eles, o vernáculo parece se mostrar muito maior que pensamos – haja vista, por exemplo, a letra em portunhol que parece vinda de um morador do Brás da década de 1930.
E os sentimentos? A sinestesia reina presente, causando sensações que beiram o choro interior e alçam a alma à pura apreciação estética. O Somba é uma banda brasileira mesma quando canta em inglês. De finíssima técnica musical, de um humor lancinante e de uma poesia alentadora, dá até saudades de tentar ser brasileiro. Identificar-nos, criticarmos a nós mesmos, a nossa capacidade de rir – e eventualmente chorar – é mote dessa banda que parece estar trazendo de volta uma vida que vale ser vivida.
Brunello Stanciolli
Prof. da Escola de Direito da UFMG.
Nessa tortuosa busca de identidade, em que sempre aparece a metáfora do paraíso terreno, onde tudo parece ser permitido, a autenticidade soa quase uma abstração. Teimamos em ser o que não somos. A importar o que não precisamos. A nos desinteressar pelo que nos enleva.
O som da Banda Somba, no CD, Cuma? é, do início ao fim, um libelo pela brasilidade e pela vida que vale ser vivida. Nada é poupado: de ironias que invadem o céu, a frases ácidas contra a hiperpolítica cibernética como uma (nova?) espécie de alienação. Sim, o Somba sabe que a língua portuguesa é nossa pátria; mas com eles, o vernáculo parece se mostrar muito maior que pensamos – haja vista, por exemplo, a letra em portunhol que parece vinda de um morador do Brás da década de 1930.
E os sentimentos? A sinestesia reina presente, causando sensações que beiram o choro interior e alçam a alma à pura apreciação estética. O Somba é uma banda brasileira mesma quando canta em inglês. De finíssima técnica musical, de um humor lancinante e de uma poesia alentadora, dá até saudades de tentar ser brasileiro. Identificar-nos, criticarmos a nós mesmos, a nossa capacidade de rir – e eventualmente chorar – é mote dessa banda que parece estar trazendo de volta uma vida que vale ser vivida.
Brunello Stanciolli
Prof. da Escola de Direito da UFMG.
domingo, 3 de junho de 2007
Palavra
Tome cuidado com a palavra
pra não jogar conversa fora
aqui se colhe o que se lavra
palavra certa não tem hora
Palavra forte, como a morte, desespera
palavra séria é sem matéria que suporte
palavra sorte pelo norte se entrega
palavra brega, quando pega, se contorce
palavra gasta não se basta nem se fecha
palavra brecha dá a deixa para a casta
palavra vasta pela máscara se queixa
palavra gueixa pelo beijo se devassa
palavra manca não se espanta pela sina
palavra fina não se estima pela banca
palavra franca, pelo tranco, desafia
palavra mina explode a rima que desanda
palavra falha não trabalha quando some
a palavra se consome pelo homem que se cala
palavra tralha não se malha pelo nome
palavra fome pelo homem se espalha
pra não jogar conversa fora
aqui se colhe o que se lavra
palavra certa não tem hora
Palavra forte, como a morte, desespera
palavra séria é sem matéria que suporte
palavra sorte pelo norte se entrega
palavra brega, quando pega, se contorce
palavra gasta não se basta nem se fecha
palavra brecha dá a deixa para a casta
palavra vasta pela máscara se queixa
palavra gueixa pelo beijo se devassa
palavra manca não se espanta pela sina
palavra fina não se estima pela banca
palavra franca, pelo tranco, desafia
palavra mina explode a rima que desanda
palavra falha não trabalha quando some
a palavra se consome pelo homem que se cala
palavra tralha não se malha pelo nome
palavra fome pelo homem se espalha
domingo, 15 de abril de 2007
Ola para todos!
Olá para todos. a partir de hoje começo a publicar um blog, com assuntos relacionados ao Somba, música, poesia, etc... Espero que curtam. Um abraço...
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