quinta-feira, 27 de junho de 2013

Peleja

Sou poeta que não lê
Músico que não escuta
artista que não se articula
Meu corpo não me incorpora
Minha alma nada mais almeja
Mas minha pele, Ah essa...
Continua na peleja...

quinta-feira, 20 de junho de 2013

domingo, 16 de junho de 2013

Mudança


Eu nasci aqui
Eu cresci aqui
Eu me criei aqui
E por que não?
Posso me mudar
Porque não
Mudo

Eu vivi aqui
Eu amei aqui
Eu odeio aqui
Só porque não
Quero outro lugar
Por que não?
Mudo

Deixei de ser alguém
Que quis fazer algo
Para ser mais algum 
Objeto a ser salvo
Na terra de ninguém 
Virei meu próprio alvo
Deixei de ter em mim
O gosto que dessalgo
E que me diz assim:
O céu não é tão alto...

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Obvirtudes Virtuais

A casa casou
A chuva choveu
O molho molhou
Mas a TV não te viu


A porta portou
O chato chateou
O carro carregou
E o rádio radicalizou

O nada nadou
A bala baleou
O medo mediu
E a internet internou


Poucos loucos são soltos  
Alguns ficam roucos
Outros são, tampouco...

terça-feira, 16 de abril de 2013

Semiótica e Semiacústica

Tenho veneno no coração
Destilo nos momentos que me matam
Disparo horror pela ponta da caneta
E a rima que se exploda junto com sua fuça
Tenho na letra o gatilho
Nas palavras a bala
Nas frases o alvo
Sou matador semiótico
Justiceiro semântico
Morra-se com essas palavras
E regozije-se ao som
Apocalíptico
Sígnico
sonoro

Carne Fraca

Quando a máquina para
É que percebe-se a rara
ocasião que tivemos

Quando a morte encara
Foi-se a vida que para
E continua o que temos

Quando a saudade mata
Verte-se o choro na lata
Perde-se o tom em extremos

Quando a vida é grata
Mostra que a carne é fraca
que somos o que fizemos

domingo, 9 de setembro de 2012

Luto

Foram-se os pés, ficam os passos
Foi-se a caneta, ficam as palavras
Foi-se a hora, fica o tempo

Luto, hoje pela sua saudade
Luto, para seguir seus passos
Luto, para ter palavras tão belas quanto as tuas
Luto, por tudo que vivemos juntos
Luto, por lutar na luthieria da vida
E deixar ao final um luto

Foram-se os sons, fica a música
Foi-se o pai, ficam os órfãos de tudo
Foi-se a vida, fica o amor


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Tal Amor Mor

Pela Morte eu fui a Marte
Ver a morte vermelha
Por amar-te vi a morte
longa aos filhos da centelha
Com postagens mórbidas
De amor

Afinal,
Amor te faz viver
Amor te faz crescer
Amor te faz morrer
Amor te faz matar
O que a morte faz amar-te
Mortal é o amor tal como a morte
Ao final

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Aperto

Tem dias que a gente sente um aperto na alma
quando turva-se os sentidos e nada conforta
E tudo que a gente quer é só um aperto na alma
Que abrace confortavelmente a ausência sentida
Que ajude a passar o aperto
E nos faça sentir mais perto da alma
A minha alma com’cê
Vira calma
Sua cama com’ele
Vira calma
E nossa calmaria
Nunca acalma
Sem que se sinta um tal aperto na alma

terça-feira, 24 de abril de 2012

Flores no mar

Flores coloridas gritam soltas pelo ar
Flores que iluminam o mar
Flores persistentes continuam a voar
Flores que decoram o lar

São gerânios e homônimos
Anônimos, antônimos
binômios espetaculares

crisântemos anímicos
atônitos e endêmicos
sinônimos de almas nucleares

Cores doloridas criam flores sem contar
Cores de um corpo par
Cores comovidas como flores de um lugar
Onde o coração é mar

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Ressaca


Quando a noite acaba
É onde começa a peleja
Um novo dia nasce
E em sua face a beleza
Movo meu caminho
Pra me livrar da tristeza
E do redemoinho
Que pela alma fraqueja


Quando a luz se apaga
Me apego ao som da incerteza
Que me reduz a nada
Enquanto nado em cerveja
É a mesma nova esbórnia
Que sempre dão de bandeja
E que transforma a escória
aonde quer que esteja

Na rotatória da inveja
compra-se o que desdenha

Artrose ou Art-rosê?

Há braços
e abraços
beijos e beiços
pele
pelos ouvidos
ou vidas
que só fazem
sentidos
juntas

domingo, 15 de abril de 2012

Kem soul

Quem sou eu
E quem é você
Pra me dizer
Quem sou?

Ainda procuro a brecha
Na ponta dessa flecha
Que abre e fecha meu peito

Ainda procuro a adaga
Que ameaça e indaga
A parte vaga do meu leito

E eis que nisso há o encontro
De algo que veio pronto
E que desmonta pelo jeito

pois queria só um toque
E um carinho a reboque
Tão Loki feito seu beijo

Sou Loki feito seu
Tão Loki jeito seu
E quem sou eu
E quem é você
Pra me dizer
Quem sou?

sábado, 17 de março de 2012

Insônia

Chamei pelo nome meu sono
Que urgia por cuidado
como cão sem dono
coitado

Puxei o pé pelo gargalo
E sabe-se lá como
Deitei sonhos
Acordado

E quando a cabeça se perde pelo pomo
E a voz solta um som alado
da dor que domo
calado

torno zelo o que achei insone
o nome é recuperado
a ideia mono
apago

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Beata Hágata


Da janela de meu quarto
Vejo parte de um muro verde
Entre nós, outro muro se ergue
Grande muralha de concreto e carne

Daquele furo no espaço
Sinto no rosto uma carícia aérea
Vejo o anúncio de uma vida térrea
E me pergunto então: o que faço?

Às vezes, não há resposta
E o único sentido da janela
É simplesmente olhar por ela

Pior quando não há pergunta
E a muitos outros a gente junta
o amor por algo que não se gosta

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Amor-Pedido

Onde está aquele amor que pedi?
Procuro entre versos mas não o vejo ali
Onde está aquele amor tão sutil?
Procuro entre os olhos mas parece que sumiu
Procuro onde está aquele amor tão levado
Mas o que encontro é só coração fechado
Que apenas se preocupa com coisas tão banais
E não cabe pois o amor é sempre algo a mais
não se fecha
não se cansa
não se esgota
se renova
se transmuta
se permuta
se entrega
sem demora
talvez sejam os meus olhos que não veem o que procuro...
talvez meu coração ainda seja imaturo...
talvez o amor pra mim ainda seja algo escasso
apesar de tanto amor em quase tudo o que faço
Talvez hoje o amor seja um sentimento a toa
Doa a quem doer, só não dói pra quem se doa
Talvez o que procuro seja algo que já tenho
Um traço desapercebido em entrelinhas de um desenho
Talvez o amor não seja o que o poeta diz que arde
Mas sim o grande jogo, a mais nobre arte
Amor é outro mundo
Amor é querer amar-te...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Em cantos da arte

Porque o mundo me encanta mais
Que o quintal de minha casa
Devo recolher então minha asa,
E esquecer o que um pássaro faz?

Porque minha arte não mais te afaga
Devo ser um tentador contumaz
Porque esse é o lugar que te apraz
Mesmo sabendo que significo nada?

Porque ainda sou sensível ao belo
Devo manter seu furor amarelo
Por uma pretensão sócio-requentada,

Ou devo permanecer em minha obra,
procurando partes de minhas sobras
Que alimentam as cobras alienadas?

Pra minha vida ter sentido
Devo então tomar partido
Ou comprar outra bisnaga?

vida de artista só ganha colorido
quando o crime do bandido
o faz transpor o belo por nada

domingo, 9 de outubro de 2011

Pra inglês ver

Organizo-me diferente
Pensando que posso ser qualquer coisa
Posso-me plenamente
Onde meu osso se reparte em brisa
Parto-me em nascente
Nasce de novo, a alma avisa
Renovo-me aparente
Na linha rente que se improvisa
Sopro-me por minha vida...

domingo, 2 de outubro de 2011

Soneto de viagem

A minha janela voa
Enquanto me deixo por terra
Meu coração erra
Passando pela vida à toa

Distraio pelo céu
E penso se devo ir em frente
afrontar de repente
A balança e seu fiel

Há mais do que vi
É certo e me pergunto
Onde me perdi?

No decorrer de um segundo
Momento fecundo
Para me achar em ti

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Pré-datado

Hoje eu estou datado 
Passei pro outro lado
Entrei em novo estado
De existência

Hoje vivo pré-datado
o corpo esfacelado
ando desacompanhado
de resistência

se bem me quer então me peça
pois o que me interessa
é te deixar interessado

se não quiser não tenha pressa
pois vida que não se expressa
faz sentir-me atravessado

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Pura Poesia

Escorrendo pelo ralo 
Escondida no armário
A cabeça do otário
É pura poesia

No pelo do cachorro
Na batida do morro
Na ausência do choro
A poesia dura

O veneno da cobra
O pintor e sua obra
Comida de sobra
É pura poesia

Na picada do escorpião
No calor da ereção
Na puta e no cafetão
A poesia dura

O  rosto do amarelo
O gosto pelo belo
A vida e seu mistério
É pura poesia

Na gosma do catarro
Na fumaça do cigarro
No olho do escárnio
A poesia dura

O vermelho do sangue
O yin e o yang
Universo se expande
Em pura poesia
Dura
Pura poesia dura
Pura
Poesia dura

terça-feira, 19 de abril de 2011

Trânsito

Hoje vejo pela janela
E sinto saudade
Do que vi e do que nunca vivi

Hoje olho pela janela
E sinto saudade
Do que vi e ainda está por vir

Passo meu tempo
Passa mais tempo
E não há passatempo no impasse

Tempo trancado
Porta trancada
E a falta de ideia que importasse

Hoje olho a janela
E sinto por ela
O tamanho do meu espaço

Hoje vejo a janela
E penso por ela
Como um desejo que eu faço

Sorriso e grito

Diga-me onde é teu exílio
E te encontrarei aonde estiver
Quatro quadros e uma roda torta
Com bordados na borda
Recheada de creme dental

Se meu sorriso é algo
Que deva ser tratado
Dou-lhe com fino trato
À razão inversa de minha busca
Que ofusca o que procuro
Seguro

Diga-me por onde andas
E eu te darei quem sou
Entre sabe-se lá quantas
Sílabas distantes

Sou contagioso
Como soluços sem nojo
E hoje acordarei do teu lado
Batizado e machucado
Pelo fruto do meu esforço

Diga-me quem sou
E estará provado que nada sabes
Sobre dentes e sabres
Sobre os tristes trigos que comeram o tigre
No trigal, o nada é mais natural

Parado, sei o que eras
Andando, encontro onde estou
Salivo por onde o amor choca
Sujo, saúdo aos pares com a boca
Onde os raros momentos são infinitos
Por isso, grito!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Musichat

dionde venha música
seraki sua a música
seraki soa música
seraki soul eu

dionde venho som
seraki diotro tom
seraki diotro dom
seraki é tudo Seoul

possu falar em código
possu passar incólume
possu perder meu lema

só keru entrar nu jogo
keru jogar nu fogo
e desnudar a queima

Canção eu


A minha palavra nasce da solidão
Na solidez dos contrários
De ser único de vários
Uníssonos na multidão

A minha palavra requer a paixão
De um amor utilitário
Da musa e do stradivarius
Áureo do aluvião

A minha música vive na emoção
De sons arbitrários
Em pacto precário
De doce elisão

A minha música morre na vazão
De um tempo autoritário
Em infinito glossário
De livre prisão

A minha música é a palavra sonora da canção

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Desprezigualdade

Moço,
Me dá um troco
Já tô quase louco
o que peço é pouco
Pra viver bem

Vê se não me dá um toco
Já tô quase rouco 

De pedir trocado
Pra mais de cem

Moça,
Olhe bem no fundo
No ollho do meu mundo
Por trás do rosto imundo
Há outro ser humano

Moça,
A gente não escolhe
Nesse corre-corre
Enquanto a vida escorre
Eu entro pelo cano

Moço,
Me dá um troco
Já tô quase oco
O que eu peço é pouco
Pra viver melhor

Vê se não me dá um toco
Cansei de pipoco
Meu pedido é solto 
Porque já sei de cor

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Reflexo


Olhei no ar
Um reflexo sem nexo
Tão complexo
Difícil de explicar

No espelho,
um mar
Tão inócuo
Faço um pacto
Para te encontrar

Sou recém refém
Formado em formato
circunflexo
Passo um lápis
no passado
Peço um
lapso de sexo

Se ressente e mente
O pecado
É um presente
de todo
Pecador

O espectro
Permanece intacto
Prolixo tátil
Recinto de cor

quarta-feira, 17 de março de 2010

Poesia Cifrada

Apesar de sentir uma dó menor
de si, diminuto,
sei que, acima de tudo, há um sol maior

Gastrophonic no Rio

Matadouro 3

Não me abato
nem pra rato
e nem pra gato
Sou um vácuo
entre vários
sem limitação
infinito mato
pasto para plantação
nutriente fato
falo solto
além da razão
sensível abatimento
morte por ego-ação
uns chegam
outros se vão
enquanto morrem
pelo prazer da criação
sou melhor que isso tudo
morro por não ter paixão.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Cético

Meu prazer idílico
tem cheiro de basílico
um entorpecer etílico
e um ideal bucólico

Seu prazer católico
tem poder caótico
conteúdo narcótico
disfarçável estético

meu prazer atávico
tem teor afável
mas cheira a óleo diesel
apesar de ser louvável

seu prazer estático
um tanto quanto pragmático
tem poder simpático
que embriaga o ético

somos um casal socrático
para não dizer patético
perdemos por não sermos práticos
ganhamos por sermos sincréticos

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Escancarado

Vez em quando encontro-me só
na solitude de um bar
ou qualquer outro lugar
onde a minha presença é dispensável
somente eu e o que penso
casal boêmio e inseparável
em pessoa, quase tributável
mas sou assim, sem fim
incontido no marasmo
jogo aberto, pleno pleonasmo
estonteantemente alcoólico
e por demais bucólico
para pensar na sorte
se, por certo, sou forte
se deserto, é morte
os sacrilégios cometidos
são moinhos de vento
cem por cento imagináveis
o quixotesco orgulharia-se de mim
mas não eu
eu não
fui algo que sobreviveu
à minha alucinação coletiva
à minha mente barbárie
meu desejo dói hoje
como uma cárie...

Sítio

Vou te encontrar
perto do horizonte
no universo paralelo
onde o sítio era amarelo
e o grito na minha guela
era o que se ouvia ao longe
Barnabé, bicho-de-pé
cobra, jacaré
e um monte de versos
coloridos como sua fé
Essa é a sorte ser alguém que não se é
méééééééé!!!...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Proof.,

e se eu te fizesse do meu ódio
e se eu te chorasse sob meu gládio
e se eu te provasse pelo meu remédio
saberias como sou ofídio

e se eu te mostrasse apático
e se eu te largasse hermético
e se eu te deixasse crítico
saberias como sou prático

e se eu te matasse pelo rádio
e se eu te jogasse pelo tédio
e se eu te julgasse como pífio
saberias como é meu ópio

e nem se eu te gritasse por um século
e nem se eu te tocasse como piccolo
e nem se eu te enxergasse pelos óculos
saberias como é meu vernáculo

onde ao silêncio dos bons não me junto
nem pelo barulho de tantos janto-me

pelo revolver eu me atiro

minha bala é o belo
minha bilis é o bolo
que ebule enquanto escrevo...

Será?

Não sei se sou bom poeta
Não sei nem se sou poeta
Há quem duvide
e, a quem duvida, digo
em alto e sonoro tom
à moda do nosso cinema:
FODA-SE!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Poema de uma vida

NASCIMENTO

Tão longe vou-me
à procura de onde me perco
de perto, me acerto
por onde vou-me longe

por certo, não sou monge
e nem de longe passo perto
tão torto quanto incerto
reporto-me aos montes
à procura de outras fontes
que me vejam como me enxergo
um ser
eminentemente interno...

MORTE

Como diria o poeta
nasci torto, meio gauche
onírico
mímico
com uma salubridade duvidável
fui amável
sou estorvo
mas um dia retorno
natimorto

RESSURREIÇÃO

antes artista
hoje engajado
antes artista
hoje enjaulado
antes artista
hoje abortado

hoje o artista
é, antes de tudo,
bastardo.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Maísa Moura no Teatro Alterosa


Um CD delicado, em que os arranjos minimalistas e a interpretação suave parecem estar a serviço da poética das letras, como se fossem veículos para ressaltar a força do texto. Essa é a primeira impressão que fica ao se ouvir o álbum «Moira», da cantora Maísa Moura. Além do viés calcado muito na força expressiva das letras, outro fio condutor que confere unidade ao trabalho diz respeito aos arranjos. Essa também foi uma preocupação de Maísa Moura, que escalou o trio de arranjadores Avelar Jr., Guilherme Castro e Vladmir Cerqueira. A sonoridade limpa, sem muitos instrumentos, é eficaz e enriquece melodicamente cada interpretação.
César Macedo – jornalista
Jornal Hoje em Dia

sábado, 29 de novembro de 2008

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Embalagem

Um petardo
um retardo
onde miro
meu amargo
admiro
seu escárnio
pelo tiro
de alarme

então me viro
já vou tarde
meu abrigo
é seu alarde
meu amigo
agora arde
sua vida
é minha arte
e sua morte
agora é parte


segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Gastrophonic

Bem, é com prazer que faço o anúncio de uma prévia do meu trabalho solo, intitulado Gastrophonic. Para conferir, basta visitar o seguinte endereço:

www.myspace.com/gastrophonic

Por enquanto são 6 canções... experimentais... portanto, experimentem! hahahaha

sábado, 13 de setembro de 2008

Autófago

(Nota de divulgação)

Autófago, o álbum e o espetáculo homônimo que o poeta e compositor Makely Ka leva ao palco, traz um diálogo aberto com toda uma tradição de criadores como Itamar Assumpção, Paulo Leminski, Jorge Mautner, Torquato Neto, Tom Zé, Glauber Rocha, Waly Salomão, Jards Macalé, Chacal... mais do que isso, transforma sua verve irônica, sarcástica e combativa em música a poesia de invenção. Com uma formação básica de violão, guitarras, baixo e bateria e dotado de uma linguagem anárquica, faz guerrilha contra as mazelas e as mediocridades do cotidiano, sua arma é a palavra. Autófago retoma o vigor e a malandragem no fazer poético-musical, ultimamente esquecida e negligenciada pelos grandes meios de comunicação: “carrego no peito uma bomba atômica pronta / pra explodir o planeta / por isso não se meta”. Sem fazer concessões, Makely bate forte e colocado, brindando o público com um espetáculo lúdico e arrebatador.


Ficha Técnica:
Makely (violão, voz e programações)
Rafael Azevedo (guitarras e vocal)
Guilherme Castro (guitarras e vocal)
Fernanda Starling. (baixo)
Leo Dias (bateria)

Participações:
Maísa Moura e Patrícia Rocha

Produção Executiva:
Luiza Barcelos

Teatro João Ceschiatti - Palácio das Artes
15 de setembro às 19h
R$5,00 (inteira) R$2,50 (meia)

www.myspace.com/makelyka
www.makelyka.com.br

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Toada em pormenor

Tamanho tantas palavras
todas tentando partilhar
tempo e trabalho perdido
trancado todo
em pormenores

Traçado torpe desejo
trago a tomar partido
tal tentativa de perder
o tráfego torto
do pensamento

Transfiro ao temor o pedido
entorpeço-me em todos os sentidos
tropeço triste e perdoado
retardo o término
do encejo

Tendo tão pouco a partir
tão pouco tenho a ficar
tão pouco tendo por vir
Travo-me tão pouco a passar

domingo, 3 de agosto de 2008

Maísa Moura

(Nota de divulgação)

Moira é o primeiro trabalho solo da cantora Maísa Moura, que desponta como uma das mais criteriosas intérpretes de sua geração. Acompanhada dos músicos Guilherme Castro e Vladmir Cerqueira nos violões, Avelar Jr. no baixolão, Fred Malverde no violoncelo, Sarah Assis na sanfona e Léo Dias na marimba de vidro e percussão, Maísa apresenta no palco uma formação totalmente acústica com todos os instrumentos microfonados, garantindo uma sonoridade rara para o repertório de seu primeiro disco solo. Canções inéditas de Chico Saraiva, Makely Ka, Renato Negrão, Mário Seve, Renato Villaça e Estrela Leminski, e releituras de canções de Guinga, Aldir Blanc, Zé Miguel Wisnik, Tom Zé, Elomar e Luiz Tatit formam uma unidade poética que é ressaltada pela sonoridade do disco. Os arranjos - a cargo de Avelar Jr., Guilherme Castro e Vladmir Cerqueira - ao mesmo tempo densos e concisos, escapam do óbvio e dialogam com as letras, esbanjando bom gosto.


Quando: quarta-feira dia 06 de agosto

Quanto: R$ 3,00

Onde: Teatro da Biblioteca – Praça da Liberdade – Belo Horizonte